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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

O Teatro do Absurdo: Até quando a "Eficiência" será a nossa Exclusão?

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Olá, pessoal. Hoje eu não escrevo com a calma de quem espera, mas com a fúria de quem observa a estupidez humana institucionalizada. É um insulto à inteligência que, em pleno 2026, com inteligência artificial e viagens espaciais, a sociedade ainda não tenha a capacidade básica de organizar o bem-estar de todos. A verdade é nua e crua: o sistema é desenhado para nos manter à margem. Como um entusiasta da filósofia e ativista, me pergunto: que "progresso" é esse que ignora que a vida de uma pessoa com deficiência é caríssima por culpa da própria inércia do mercado? É uma batalha diária por migalhas, enquanto o custo para se ter o básico — uma cadeira de rodas digna, um software de leitura, um medicamento — é tratado como luxo. A afronta ao trabalho digno: A maior estupidez é o modo como o mundo do trabalho nos enxerga. Não queremos caridade, queremos justiça! A pessoa com deficiência precisa de recursos para levar uma vida digna, e isso só vem com trabalho digno e salários dign...

Acessibilidade Digital: A inclusão agora também passa pelas telas

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Olá, pessoal! Vivemos em um mundo onde quase tudo se resolve pelo celular ou computador, certo? Mas você já parou para pensar que, para muitas pessoas com deficiência, a internet ainda tem "degraus" intransponíveis? Com a chegada da Inteligência Artificial e a digitalização de tudo, a barreira agora também é virtual. Não adianta termos as melhores leis se o aplicativo do banco ou a loja online não são 100% acessíveis para quem usa leitores de tela ou comandos de voz. Acessibilidade digital não é um "extra", é um direito fundamental. Muitos desenvolvedores ainda ignoram as diretrizes básicas de acessibilidade. Além disso, existe o alto custo das tecnologias assistivas. Para nós, uma cadeira motorizada de última geração, um software específico ou um dispositivo de comunicação alternativa não são luxos, são extensões do nosso corpo e da nossa voz. O preço atual desses equipamentos no Brasil é proibitivo para a grande maioria. A solução passa por dois caminhos: fiscaliz...

Avaliação Biopsicossocial: Por que a demora em nos enxergar por inteiro?

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Olá, pessoal! Hoje vamos falar sobre algo que parece técnico, mas que dita quem tem — ou não — acesso aos seus direitos no Brasil: a Implementação Plena da Avaliação Biopsicossocial. Para quem não está familiarizado, por décadas vivemos sob o "modelo médico". Nele, o que importava era o seu CID, a sua doença ou o "defeito" no corpo. Se o médico dissesse que você não se encaixava em uma caixinha rígida, seus direitos eram negados. É um modelo frio, robotizado e que ignora a realidade das ruas. A nossa LBI (Lei Brasileira de Inclusão) já diz desde 2015: a deficiência não está na pessoa, mas no encontro dos nossos impedimentos com as barreiras da sociedade. Isso é o modelo social! Infelizmente, ainda enfrentamos um apagão na unificação dessa avaliação. A maior dor é a burocracia: para cada benefício (passe livre, aposentadoria, concurso), somos submetidos a perícias diferentes que muitas vezes ignoram se a nossa cidade tem calçada ou se o transporte é acessível. O foco...

Ocupar para Conscientizar

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O último sábado (31/01/2026) não foi um dia qualquer em Poços de Caldas. O evento "Esta vaga não é sua nem por 5 minutos" tomou as ruas para dar um choque de realidade em quem insiste em ignorar o óbvio: a acessibilidade é um direito, não um favor. A mobilização foi um sucesso de conscientização. Mostramos na prática que a ocupação irregular de vagas destinadas a pessoas com deficiência desestrutura todo o nosso dia a dia e aniquila nossa autonomia. Quando você ocupa nosso espaço, você nos impede de exercer o direito fundamental de ir e vir. Além das vagas, denunciamos outra prática covarde e irregular: carros parados em cima da calçada . Isso é um entrave direto para quem usa cadeira de rodas ou tem mobilidade reduzida. A calçada é o caminho da cidadania; quando ela é obstruída por um veículo, a pessoa com deficiência é lançada para o meio da rua, em situação de risco, ou simplesmente impedida de seguir seu trajeto. Esse movimento só teve a força que teve porque não estávam...